Sanderson e Van Hattem vencem e Senado gaúcho fica inteiramente à direita
Apoiados por Luciano Zucco, candidatos do PL e do Novo conquistam as duas vagas em disputa e deixam Manuela D’Ávila e Paulo Pimenta fora do Senado
O Rio Grande do Sul elegeu Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) para as duas vagas ao Senado em disputa neste domingo, 4. Na totalização, Sanderson terminou na primeira colocação, com 3.453.177 votos, ou 30,11% dos votos válidos, enquanto Van Hattem conquistou a segunda cadeira com 3.448.912 votos, equivalentes a 30,08%. A diferença entre os dois foi de apenas 4.265 votos, em uma disputa praticamente empatada pela liderança, mas com ampla distância em relação aos adversários seguintes. Manuela D’Ávila (PSOL) ficou em terceiro, com cerca de 17%, e Paulo Pimenta (PT), em quarto, com pouco mais de 16%.
O resultado representa também uma vitória política da aliança construída em torno do governador eleito Luciano Zucco (PL). Sanderson e Van Hattem receberam o apoio de Zucco e fizeram parte do mesmo campo político que saiu fortalecido das urnas gaúchas. Os dois já ocupavam cadeiras na Câmara dos Deputados e agora avançam para mandatos de oito anos no Senado. Sanderson, policial federal, construiu sua atuação parlamentar principalmente em temas ligados à segurança pública; Van Hattem, que já passou pela Assembleia Legislativa antes de chegar à Câmara, tornou-se uma das principais figuras nacionais do Novo. A eleição dos dois derrotou a tentativa da esquerda de conquistar uma das vagas com Manuela ou Pimenta.
A mudança terá efeito direto sobre o perfil da representação gaúcha em Brasília. Sanderson e Van Hattem substituirão Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP), eleitos em 2018 e cujos mandatos terminam em 2027, e passarão a dividir a bancada com Hamilton Mourão (Republicanos), eleito em 2022 e com mandato até 2031, formando uma representação do Rio Grande do Sul no Senado inteiramente composta por nomes identificados com a direita. O resultado ganha ainda mais peso quando observado ao lado da eleição de Zucco no primeiro turno e do crescimento do PL nas disputas proporcionais: as urnas de 2026 não produziram apenas vitórias individuais, mas uma alteração relevante na distribuição de forças políticas do Estado, ampliando a presença da direita gaúcha tanto no Executivo quanto em Brasília.
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