Adolfo Lona é uma lenda viva do vinho brasileiro
Enólogo argentino não foge das polêmicas: defende o consumo moderado, critica o alarmismo contra o vinho e dispara contra os desalcoolizados, que ele define como “vinhos sem alma”
Argentino, formado em Mendoza, ele chegou ao Rio Grande do Sul nos anos 1970 e ajudou a mudar o padrão dos nossos vinhos, especialmente dos espumantes. Primeiro na Martini & Rossi, depois com sua própria marca, Lona atravessou décadas como técnico, criador e testemunha privilegiada da evolução do setor.
Nesta entrevista ao Poder RS, ele fala sobre a transformação do vinho brasileiro, a conquista de prestígio nas taças e o desafio que ainda permanece: conquistar mais espaço na mesa dos próprios consumidores brasileiros.
Pioneiro na elaboração de espumantes Brut Rosé e Moscatel na Serra Gaúcha, Lona também olha para o futuro. Fala dos novos terroirs, das novas fronteiras do vinho nacional — hoje presentes em 18 estados — e da empolgação com uma consultoria para uma vinícola no Rio de Janeiro.
E não foge das polêmicas: defende o consumo moderado, critica o alarmismo contra o vinho e dispara contra os desalcoolizados, que ele define como “vinhos sem alma”.
Uma conversa sobre vinho, espumante, prazer, mercado, futuro e felicidade. Porque, se o vinho brasileiro hoje tem mais prestígio, autoestima e qualidade na taça, há digitais de Adolfo Lona nessa história.

