Flávio Bolsonaro vence primeiro turno e enfrentará Lula na decisão pela Presidência
Candidato do PL termina à frente por 2,2 milhões de votos; segundo turno será disputado em 25 de outubro
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidirão no segundo turno quem comandará o Brasil a partir de 2027. Com 100% das seções totalizadas, Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 56.104.503 votos, ou 47,03% dos válidos, enquanto Lula, candidato à reeleição, recebeu 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%. A diferença foi de 2.224.965 votos, apenas 1,87 ponto percentual. Nenhum dos dois atingiu a maioria absoluta dos votos válidos e, por isso, a eleição será decidida em 25 de outubro.

O resultado coloca o país diante de uma disputa ainda mais concentrada entre dois campos políticos que protagonizam a política nacional nos últimos anos. Flávio chegou à eleição como herdeiro eleitoral direto do ex-presidente Jair Bolsonaro e conseguiu terminar o primeiro turno à frente de um presidente que buscava a reeleição. Lula, por sua vez, chega à etapa decisiva com pouco menos de 46% dos votos e precisará avançar sobre um eleitorado que, no primeiro turno, optou pelas demais candidaturas. Juntos, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e os demais concorrentes receberam aproximadamente 7,8% dos votos válidos, parcela que passa a ocupar posição relevante na estratégia dos dois finalistas.
A fotografia das urnas revela um Brasil novamente dividido, mas com uma diferença menor entre os dois primeiros colocados do que na eleição presidencial de 2022. Foi a menor distância entre primeiro e segundo colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização, o que reforça o peso das próximas três semanas de campanha. Flávio entra no segundo turno carregando a vantagem obtida nas urnas e tentando ampliar o voto associado ao bolsonarismo; Lula buscará recompor alianças, atrair os eleitores das candidaturas eliminadas e reduzir as perdas registradas em regiões importantes. A eleição de 2026 chega, assim, ao seu capítulo decisivo com dois candidatos separados por pouco mais de dois milhões de votos em um universo de quase 120 milhões de votos válidos.

