Economia

Pix inspira mais confiança que marido ou esposa para brasileiros

Sistema de pagamentos tem confiança de 80% dos brasileiros; cônjuges aparecem com 70%. PEC em discussão no Senado quer incluir proteção ao Pix na Constituição

Brasileiros confiam mais no Pix do que nos próprios cônjuges, aponta Quaest

O brasileiro confia mais no Pix do que no próprio marido ou esposa. O dado aparece em pesquisa Genial/Quaest sobre confiança nas instituições, divulgada em agosto. O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central lidera o levantamento, com 80% dos entrevistados afirmando confiar no Pix. A confiança declarada nos cônjuges é de 70%.

A comparação ganhou repercussão nesta segunda-feira (24), durante a abertura da Febraban Tech 2026. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chamou atenção para o resultado e brincou com o fato de o Pix aparecer à frente dos cônjuges no ranking de confiança.

O levantamento também coloca o Pix acima de algumas das instituições tradicionalmente mais bem avaliadas pelos brasileiros. A Igreja Católica registra 76% de confiança, a Polícia Militar, 75%, e as Forças Armadas, 70%.

Entre os entrevistados, 19% disseram não confiar no Pix e 1% não soube responder. Foi a primeira vez que o sistema de pagamentos entrou nesse ranking da Quaest. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Pix pode ganhar proteção constitucional

Em evento nesta segunda-feira, 24, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, registrou o alto nível de confiança dos brasileiros no Pix e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação

A popularidade do sistema coincide com uma discussão no Senado sobre ampliar sua proteção institucional.

A PEC 65/2023, que trata do regime jurídico e amplia a autonomia orçamentária e financeira do Banco Central, recebeu um substitutivo do senador Plínio Valério (PSDB-AM) que também inclui o Pix no texto constitucional. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça em junho e está pronta para deliberação no Plenário do Senado.

Pelo texto aprovado na CCJ, o Pix permaneceria sob responsabilidade do Banco Central, com vedação à terceirização e garantia de gratuidade para pessoas físicas.

Atualmente, o Pix já é gratuito, em regra, para pessoas físicas que fazem ou recebem transferências, conforme as normas do Banco Central.

Criado pelo BC e lançado em 2020, o sistema se consolidou rapidamente como uma das principais formas de pagamento do país. Em 2025, foram aproximadamente 80 bilhões de transações, movimentando R$ 35 trilhões, segundo dados apresentados por Galípolo.

Os números da Quaest mostram que o Pix deixou de ser apenas uma ferramenta financeira. Se confiança também fosse moeda, o sistema do Banco Central estaria pagando melhor do que muito relacionamento.

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